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Praga ao longo das estações
Um guia sazonal de Praga construído em torno da luz do dia, tempo, multidões, tradições e ritmo dos visitantes — do Advento e Páscoa às longas noites de verão e à cultura de outono.
Praga funciona durante todo o ano, mas a viagem deve mudar com a estação: o planeamento de inverno é dominado pelos dias curtos e pelo Advento, a primavera pela variabilidade e pelos jardins, o verão pelos dias longos e pela gestão do calor, e o outono pela luz que muda rapidamente e pela cultura em interiores.

Praga por estação: a verdadeira diferença é a luz do dia e o ritmo da cidade
Praga é uma cidade para todo o ano, mas não parece o mesmo destino em todos os meses. As mudanças sazonais mais importantes não são um único número de temperatura média. São a luz do dia, a probabilidade de calor ou frio, quanto tempo as pessoas ficam confortavelmente no exterior, o que os espaços públicos estão a fazer e quais tradições ou eventos dominam o calendário. Um itinerário de dezembro e um de junho devem, portanto, ser desenhados de forma diferente, mesmo que ambos incluam o Castelo, a Cidade Velha e a Ponte Carlos.
O longo registo climático do Clementinum, no centro de Praga, mostra um padrão continental temperado com invernos frios e verões quentes. Para o período 1991–2020, a temperatura média de janeiro na estação era cerca de 1,6 °C e a de julho cerca de 21,5 °C. Estes valores são contexto útil, não uma previsão. Dias individuais podem ser muito mais frios, quentes, chuvosos ou ventosos, e o Clementinum é uma estação do centro urbano, não uma medida perfeita de todos os bairros de Praga.
A luz do dia muda a experiência do visitante de forma ainda mais dramática. Perto do solstício de junho, Praga tem aproximadamente dezasseis horas de luz; perto do solstício de dezembro, pouco mais de oito. Isso significa que um visitante de verão pode colocar um miradouro, caminhada junto ao rio ou parque no fim do dia sem perder luz, enquanto um visitante de inverno deve proteger o meio do dia para arquitetura exterior e deslocar museus, cafés e atuações para as horas escuras.
Não existe uma estação universalmente «melhor». Primavera e outono oferecem temperaturas moderadas mas tempo variável. O verão traz dias longos, jardins e vida exterior, mas também calor e elevada pressão de visitantes. O inverno traz dias curtos, superfícies frias e possível neve ou neve derretida, mas o Advento e o Natal transformam os espaços públicos da cidade. A melhor estação é aquela cujas contrapartidas combinam com a forma como realmente viaja.
O ano de relance: o que muda mês a mês
Janeiro e fevereiro são a parte do inverno que parece mais calma depois da época festiva. A luz do dia continua limitada, as temperaturas podem rondar zero e a neve é possível, mas nunca garantida. É bom tempo para museus, música e cafés, desde que esteja confortável com transições frias ao ar livre. Algumas atrações sazonais ou jardins podem ter acesso reduzido, por isso o inverno não é o momento de assumir que todos os miradouros funcionam segundo horários de verão.
Março e abril são meses de transição. Uma tarde luminosa pode parecer primavera, enquanto a manhã seguinte volta a exigir camadas de inverno. A Páscoa acrescenta mercados e tradições sazonais em datas móveis, por isso a atmosfera exata depende do calendário. Em maio, jardins, parques e noites mais longas tornam-se parte importante da cidade, e comer ao ar livre torna-se mais fiável.
Junho a agosto oferecem os dias mais longos e a maior variedade de opções exteriores. Também são os meses em que praças expostas, pátios do Castelo e elétricos podem parecer quentes. Trovoadas ou aguaceiros fortes podem interromper dias quentes, por isso a mala de verão continua a precisar de uma solução leve para chuva. A noite é valiosa: muitas vezes é a melhor altura para pontes, margens do rio e vistas depois de as multidões das excursões diminuírem.
Setembro muitas vezes mantém o conforto do verão enquanto o dia encurta; outubro traz cores de outono mais intensas e uma necessidade mais evidente de camadas. Novembro é o mês de transição menos romantizado: mais escuro, mais fresco e muitas vezes húmido, mas com a vida cultural em pleno funcionamento. No fim de novembro, a cidade muda rapidamente para o Advento à medida que os mercados de Natal abrem. Dezembro não é simplesmente «Praga no inverno»; é uma época festiva específica com multidões concentradas em torno de praças centrais iluminadas.
Inverno e dezembro: planeie para a escuridão, não apenas para o frio
A Praga de inverno é fotogénica quando as condições colaboram, mas a neve deve ser tratada como uma possibilidade, não como garantia de reserva. Mais fiáveis são os dias curtos, o sol baixo, a pedra fria e as noites longas. Construa as visitas exteriores em torno da parte mais luminosa do dia. Uma visita de inverno ao Castelo que comece depois do almoço pode facilmente terminar no escuro; isso pode ter atmosfera, mas reduz o que consegue ler nos jardins, pátios e vistas distantes.
O calçado importa mais do que roupa de inverno dramática. Paralelepípedos, carris de elétrico, pavimento de pontes e encostas do Castelo podem ficar escorregadios com chuva, geada ou neve compactada. Meias quentes, sola aderente, luvas e uma camada exterior resistente ao vento resolvem mais problemas práticos do que um casaco pesado elegante com maus sapatos. Os interiores podem estar quentes, por isso camadas são mais fáceis do que uma única peça extrema.
Dezembro acrescenta uma segunda variável de planeamento: o Advento. As praças centrais tornam-se destinos por si só e a densidade pedonal aumenta em torno da Praça da Cidade Velha e da Praça Venceslau, sobretudo à noite e aos fins de semana. Isso muda a lógica das rotas. Se quer arquitetura e fotografia, visite essas áreas cedo; se quer a atmosfera dos mercados, regresse depois de escurecer. Tentar conseguir ambos numa única visita em hora de ponta pode ser frustrante.
24–26 de dezembro não são dias turísticos normais. Celebrações familiares e feriados públicos afetam padrões de restaurantes, museus, lojas e transportes. A véspera de Natal é culturalmente significativa, e muitos negócios fecham cedo ou completamente. Quem viaje nessas datas deve confirmar diretamente cada reserva essencial em vez de depender dos horários semanais normais mostrados noutros locais.
Mercados de Natal: espetáculo, comércio e tradição viva
Os mercados de Natal de Praga são eventos sazonais reais, mas também grandes atrações para visitantes. Os maiores mercados centrais devem ser abordados tendo ambos os factos em mente. Para a época 2026–27, a Prague City Tourism indica os mercados da Praça da Cidade Velha e da Praça Venceslau de 28 de novembro de 2026 a 6 de janeiro de 2027, enquanto mercados menores como Náměstí Míru e Náměstí Republiky têm datas diferentes. Estas datas são sensíveis à atualidade e devem ser verificadas todos os anos.
Os mercados centrais combinam comida, bebidas quentes, artesanato, decorações e atuações programadas. Alguns produtos são feitos localmente; outros são lembranças de mercado de massa. Em vez de perguntar se um mercado é «autêntico» em abstrato, observe bancas individuais. Vidro checo, trabalho em madeira, cerâmica, têxteis e alimentos podem ser produtos locais genuínos, mas estar num mercado de Natal não certifica automaticamente a origem.
A cultura natalícia checa vai muito além das bancas de mercado. A comida tradicional da véspera de Natal inclui frequentemente carpa frita com salada de batata, enquanto vánočka, bolachas, presépios e costumes familiares fazem parte da época. Tanques com carpas antes do Natal são uma imagem urbana reconhecível, embora práticas e menus familiares variem. Versões turísticas de «antiga tradição checa» podem achatar essas diferenças, por isso é melhor descrever os costumes como vivos e mutáveis em vez de intemporais.
Para visitantes, os mercados funcionam melhor como espaço social noturno do que como visita de dia inteiro. Passe as horas de luz com arquitetura, museus ou bairros, depois use um mercado para uma bebida, petisco e atmosfera. Mercados menores de bairro podem parecer mais locais, enquanto o mercado da Cidade Velha oferece o cenário icónico. Servem objetivos diferentes e não precisam de competir.

Passagem de ano: cidade festiva, regras diferentes
A passagem de ano concentra multidões no centro de Praga e aumenta preços, procura por reservas e pressão sobre transportes. Visitantes que querem um restaurante formal, cruzeiro fluvial, concerto ou evento de hotel devem reservar com base num programa específico, em vez de chegar com a suposição de que «alguma coisa acontecerá na praça». A experiência da cidade varia entre eventos organizados em interiores e encontros informais na rua.
A pirotecnia exige atenção especial. A Cidade de Praga proíbe o uso de artigos pirotécnicos no centro histórico e noutras áreas sensíveis designadas, com sanções para infrações. As restrições existem por segurança, prevenção de incêndios, qualidade do ar e impacto sobre pessoas e animais. Como a regulamentação pode mudar, deve consultar o mapa e as regras atuais da cidade para o período específico de Ano Novo.
A estratégia prática é decidir que tipo de noite quer. Um jantar tranquilo e uma caminhada cedo são compatíveis com ficar longe das multidões centrais mais densas. Uma grande atmosfera pública exige aceitar congestionamento e movimento mais lento. Um evento com bilhete oferece mais previsibilidade mas menos espontaneidade. Não planeie uma noite que dependa de atravessar a Ponte Carlos ou a Praça da Cidade Velha num minuto exato.
O dia 1 de janeiro também merece planeamento. Aberturas tardias, horários de feriado e multidões cansadas podem alterar o dia. Faça dele uma manhã de baixa dependência: caminhada de bairro, brunch, margem do rio ou uma atração cuja abertura de feriado tenha sido confirmada. O objetivo é aproveitar a transição em vez de impor um horário normal de visitas a um dia cívico invulgar.
Primavera e Páscoa: Praga reabre ao ar livre
A primavera é a estação de opções em expansão. Março ainda pode comportar-se como inverno, mas a luz do dia aumenta rapidamente. Abril mistura flores, aguaceiros e fortes oscilações de temperatura. Maio é um dos meses mais fáceis para combinar monumentos com parques e jardins, porque as noites são mais longas sem o calor mais intenso do verão. O custo dessa flexibilidade é a incerteza ao fazer a mala: um dia de primavera pode justificar óculos de sol, proteção contra chuva e uma camada quente em poucas horas.
A Páscoa é uma festa móvel, por isso nunca deve ser descrita com datas anuais fixas em conteúdo perene. Praga recebe mercados de Páscoa nas praças centrais, com ovos decorados, demonstrações de artesanato, comidas sazonais e programas. Para 2026, a VisitCzechia indicava os principais mercados da Cidade Velha e da Praça Venceslau de 21 de março a 12 de abril; anos futuros exigem nova verificação.
As tradições checas de Páscoa são muitas vezes mais visíveis no artesanato e na prática familiar do que no itinerário turístico de um visitante. Ovos decorados são um elemento visual importante, e varas de salgueiro associadas à segunda-feira de Páscoa são amplamente mencionadas na tradição checa. Os visitantes devem evitar tratar qualquer costume como algo que todos os lares checos pratiquem da mesma forma. Praga urbana, regiões rurais, gerações e famílias diferem.
A primavera também é a melhor estação para misturar deliberadamente centro e paisagem. Petřín, jardins do Castelo quando abertos, Vyšehrad, Stromovka e caminhos junto ao rio dão alívio a dias carregados de pedra. Se alergias forem uma preocupação, planeie em conformidade; se a mobilidade for limitada, lembre-se de que a beleza da primavera não elimina as colinas e superfícies irregulares de Praga.
Verão: use o dia longo em vez de lutar contra ele
A principal vantagem do verão é o tempo. Por volta de junho, a luz do dia pode prolongar-se para além das 21:00, permitindo dividir o dia. Use a manhã para monumentos de elevada procura, faça uma pausa mais longa em interiores ou à sombra durante as horas mais quentes da tarde e volte ao exterior à noite. Este ritmo é muitas vezes mais confortável do que visitar continuamente das 9:00 às 18:00.
O calor merece mais respeito do que a latitude de Praga sugere. Edifícios históricos não têm ar condicionado de forma uniforme, elétricos podem aquecer rapidamente e praças abertas oferecem pouca sombra. Leve água, escolha ruas sombreadas quando possível e evite construir o itinerário em torno de repetidas subidas íngremes ao meio-dia. Uma onda de calor deve provocar uma mudança de rota, não um teste de resistência.
O verão é quando o rio e os parques de Praga passam a fazer parte da vida normal da cidade em vez de mero pano de fundo cénico. Náplavka, ilhas, jardins de cerveja, festivais ao ar livre e caminhos nos parques diversificam a visita. A cidade também funciona bem até tarde: uma caminhada junto ao rio depois do jantar pode ser simultaneamente mais fresca e menos cheia do que o mesmo percurso a meio da tarde. A luz da noite é especialmente útil para fotografar o Castelo e as pontes.
A desvantagem é a densidade de visitantes nos principais marcos. Em vez de procurar uma mítica «Praga escondida» sem turistas, mude horários e geografia. Veja a Ponte Carlos cedo, depois passe o meio do dia em bairros, museus ou parques. Regresse ao horizonte central quando os grupos de excursão tiverem diminuído. O verão recompensa mais o timing estratégico do que endereços secretos.

Outono: cor, cultura e luz que muda depressa
Setembro é frequentemente um dos meses de transição mais fáceis de Praga: a vida exterior continua ativa, mas o ritmo intenso do alto verão começa a suavizar. Em outubro, a folhagem em parques, cemitérios e paisagens fluviais torna-se uma característica visual importante. O dia encurta de forma percetível, por isso uma rota que funcionava em agosto pode colocar o último miradouro depois do pôr do sol no fim de outubro.
O tempo de outono é variável e não simplesmente «fresco». Dias claros e nítidos podem ser excelentes para caminhar; vento húmido pode fazer temperaturas semelhantes parecerem muito mais frias. Leve camadas e trate a chuva como suficientemente provável para planear para ela, mas não como motivo para evitar a estação. Praga tem profundidade interior suficiente para redirecionar meio-dia molhado para museus, galerias, igrejas, cafés ou música.
A programação cultural é uma das forças do outono. Teatros, salas de concerto e galerias estão plenamente ativos, e a cidade depende menos de festivais ao ar livre. Isso torna o outono especialmente bom para visitantes cuja Praga ideal combina arquitetura com espetáculo noturno. Reserve apenas a atuação que mais lhe interessa e deixe o resto do dia responder ao tempo.
Novembro é o limiar entre outono e Advento. O início de novembro pode parecer discreto, com árvores despidas e dias curtos, mas oferece uma atmosfera urbana mais quotidiana. No fim de novembro, a montagem de mercados, luzes e eventos sazonais começa a mudar rapidamente o centro. Viajantes que não gostam das multidões de Natal podem usar esta distinção deliberadamente: início e fim de novembro são versões muito diferentes de Praga.
O que levar em cada estação
Em todas as estações, comece por calçado adequado a longos dias sobre pedra irregular. Depois use camadas para o mês em vez de levar uma única roupa extrema. O inverno precisa de isolamento, proteção contra vento e luvas; primavera e outono precisam de camadas adaptáveis e proteção contra chuva; verão precisa de proteção solar, garrafa de água reutilizável e algo leve para noites mais frescas ou ar condicionado interior.
Não faça a mala apenas com base na temperatura média. O vento no rio e na crista do Castelo pode mudar rapidamente o conforto, enquanto ruas abrigadas da Cidade Velha podem parecer muito mais quentes. No verão, o calor refletido pelo pavimento importa. No inverno, humidade e imobilidade enquanto espera no exterior importam. A roupa certa é a que lhe permite continuar a mover-se confortavelmente quando o itinerário para.
Se a fotografia for importante, considere a luz sazonal. O inverno oferece luz de ângulo baixo mas janelas curtas; o verão oferece longas noites douradas mas nascer do sol cedo. Uma pequena bateria externa é útil todo o ano porque o frio pode reduzir o desempenho da bateria e os longos dias de verão incentivam mais navegação e fotografia. Um guarda-chuva pode ajudar com chuva leve, mas uma camada impermeável com capuz é mais fácil em ruas cheias e com vento.
A maioria dos objetos esquecidos pode ser comprada localmente, por isso evite excesso de bagagem. O que é difícil substituir a meio da viagem é o conforto físico. Sapatos que já lhe assentam bem, medicação de que depende e uma camada exterior em que confia importam muito mais do que uma mala otimizada para todas as temperaturas possíveis.
Escolher a melhor estação para as suas prioridades
Escolha fim da primavera ou início do outono se a sua prioridade são longos dias a caminhar com temperaturas moderadas e aceita tempo variável. Escolha verão se jardins, noites ao ar livre e máximo de luz importam mais do que calor e pressão de multidões. Escolha dezembro se a atmosfera de Advento for, por si só, um motivo central da viagem. Escolha janeiro ou fevereiro se prefere cultura em interiores e uma cidade mais tranquila depois das festas e está confortável com frio e dias curtos.
Famílias devem considerar a luz do dia e padrões de multidões de férias escolares tanto quanto a temperatura. Viajantes mais velhos e qualquer pessoa sensível ao calor pode preferir maio, setembro ou início de outubro. Fotógrafos podem encontrar boas condições em todas as estações, mas devem planear em torno do nascer e pôr do sol em vez de uma genérica «melhor luz». Visitantes dos mercados de Natal devem reservar alojamento cedo para fins de semana centrais, enquanto viajantes sem interesse no Advento podem obter mais valor noutro mês de inverno.
Nenhuma estação elimina a necessidade de verificar o tempo. O hub deve, portanto, permanecer perene no seu quadro de decisão, mas sensível à atualidade nas datas de eventos. Calendários de mercados, horários de abertura em feriados, regras de pirotecnia e horas exatas de luz mudam anualmente; as contrapartidas sazonais subjacentes não.
Praga não é um destino em que uma estação revela a cidade «real» e as outras são compromissos. O ciclo anual da cidade muda a função do espaço público. O verão expande-o, o inverno concentra-o, a primavera reabre-o e o outono desloca a atenção para cultura e interiores. Escolha a versão que corresponde à sua energia, interesses e tolerância ao tempo.
Multidões e reservas: a estação muda onde surge a fricção
A sazonalidade em Praga não é simplesmente um interruptor alta época/baixa época. A pressão desloca-se pela cidade. Nos meses quentes, a maior fricção está no exterior: Ponte Carlos, acessos ao Castelo, ruas da Cidade Velha, margens do rio e miradouros ficam mais congestionados a meio do dia de visitas. A resposta prática não é evitar os lugares famosos de Praga, mas deslocar o relógio. Use o início da manhã para rotas de marcos expostos, reserve o meio do dia para interiores ou almoço e volte ao exterior quando a luz suavizar. A longa luz de verão torna esta estratégia invulgarmente eficaz porque uma caminhada tardia ainda pode parecer uma sessão completa de visitas em vez de um acrescento.
Dezembro cria um padrão diferente. Praças de mercados de Natal podem estar mais cheias depois de escurecer, precisamente quando as luzes e a atmosfera são mais atrativas. Isso significa que não existe uma única hora «tranquila» mágica que também ofereça todo o espetáculo noturno. Um compromisso útil é observar arquitetura e bancas de dia e depois regressar brevemente após escurecer pela atmosfera, em vez de tentar fazer toda a visita no pico da densidade noturna. Fins de semana festivos justificam mais reservas antecipadas para restaurantes populares, concertos e eventos especiais, enquanto dias úteis normais de inverno podem parecer dramaticamente mais calmos depois de passar o período de Natal e Ano Novo.
Primavera e outono muitas vezes recompensam viajantes que toleram incerteza. Um dia útil ameno em abril, maio, fim de setembro ou outubro pode combinar tempo confortável para caminhar com multidões menos intensas do que no alto verão, mas uma frente fria ou chuva prolongada muda rapidamente o valor do dia. Mantenha pelo menos um museu, galeria, café ou concerto de reserva em vez de atribuir cada hora a uma vista dependente do tempo. O planeamento sazonal funciona melhor quando o itinerário tem uma espinha fixa e bordas flexíveis.

Fotografia e luz do dia: quando a mesma cidade parece completamente diferente
A variável sazonal mais forte para fotógrafos é a posição e duração do sol, não um rótulo abstrato como «inverno romântico» ou «outono dourado». Perto de junho, Praga recebe aproximadamente oito horas mais de luz do que perto do solstício de dezembro. Isso muda o que cabe num dia. No verão, o sol pode nascer antes de muitos visitantes acordarem, enquanto a longa noite dá tempo abundante para vistas do rio e trabalho de horizonte depois do jantar. Em dezembro, a janela útil de luz é comprimida; um pequeno-almoço tardio pode consumir uma parte significativa.
O sol baixo de inverno pode produzir bela luz direcional e sombras longas, mas também deixa ruas estreitas e pátios escuros durante grande parte do dia. O sol alto de verão dá mais horas mas pode tornar fachadas ao meio-dia planas e cheias de gente. Primavera e outono ficam entre esses extremos e muitas vezes oferecem um equilíbrio tolerante: nascer do sol mais tarde, hora dourada mais cedo e luz suficiente para um horário normal de visitas. O tempo continua a dominar qualquer dia individual, por isso trate a luz sazonal como uma probabilidade de planeamento, não garantia.
Numa primeira visita, a técnica simples é combinar um local ao nascer do sol ou de manhã cedo com um local ao fim do dia em vez de perseguir a luz todo o dia. Ponte Carlos, panorama do Castelo, Letná e margens do rio mudam de caráter à medida que o sol se move. O objetivo não é recolher molduras idênticas de postal em meses diferentes; é notar que a pedra, reboco, telhados de cobre e reflexos do rio de Praga reagem à luz sazonal quase tanto quanto as árvores.
Eventos sazonais são âncoras úteis, não razões para sobrecarregar o itinerário
O calendário de Praga pode dar forte identidade sazonal a uma viagem, mas datas de eventos devem ancorar o itinerário em vez de o engolir. Mercados de Natal e Páscoa são os exemplos mais claros: fazem as praças centrais parecer diferentes de semanas normais, mas não substituem os museus, bairros, igrejas e paisagem do rio que tornam Praga digna de visita. Se um mercado importa para si, programe-o deliberadamente e depois mantenha o resto do dia geograficamente coerente.
O mesmo princípio aplica-se a concertos, festivais e celebrações públicas. Um evento noturno com bilhete pode ser excelente motivo para passar a tarde nas proximidades em vez de atravessar a cidade repetidamente. Eventos exteriores estão mais expostos ao tempo e a alterações de programa, enquanto horários de feriado podem alterar rotinas normais de museus e restaurantes. Verifique sempre a página atual do organizador perto da viagem; as datas deste guia são exemplos do calendário de 2026, não garantias anuais permanentes.
É também por isso que perguntas sobre o «melhor mês» precisam de uma resposta pessoal. Um visitante que quer longas noites ao ar livre está a otimizar uma Praga diferente de alguém que quer atmosfera de Natal, flores de primavera ou museus e concertos de outono. Escolha a estação pela experiência que mais lhe interessa e construa um plano resistente ao tempo em torno dela.
Mitos meteorológicos que criam maus itinerários em Praga
Três suposições causam problemas desproporcionais. Primeiro, «inverno significa neve». Praga pode ter neve, mas a cobertura de neve no centro é episódica; um visitante que reserve dezembro apenas para fotografias de telhados brancos está a comprar uma possibilidade, não uma promessa. Segundo, «verão significa calor fiável». Ocorrem períodos quentes e muito quentes, mas trovoadas, chuva e dias subitamente mais frescos continuam possíveis. Terceiro, «meia-estação significa vazio». Abril, maio, setembro e outubro ainda podem estar cheios em torno dos principais marcos, especialmente ao fim de semana e nos feriados. A unidade útil de planeamento não é, portanto, a estação isolada, mas a combinação de luz do dia, previsão, dia da semana, calendário de eventos e sua tolerância a multidões.
Faça a mala para se ajustar, não para prever perfeitamente. Camadas, uma capa de chuva compacta e sapatos que continuem confortáveis em pedra molhada resolvem mais problemas do que um guarda-roupa altamente específico baseado na previsão. Em tempo quente, leve água e permita-se abrandar a meio do dia. Com frio, planeie paragens interiores perto das rotas exteriores para aquecer sem um desvio através da cidade. Praga recompensa viajantes que conseguem mudar a sequência sem abandonar a geografia do dia.
Fontes e leituras adicionais
- Prague Clementinum — Czech Hydrometeorological Institute
- Sunrise and sunset times in Prague — June 2026 — timeanddate.com
- Sunrise and sunset times in Prague — December 2026 — timeanddate.com
- Markets & gourmet — Prague City Tourism
- Prague Easter Markets — VisitCzechia / CzechTourism
- Czech Christmas Traditions: Nativity Scenes, Superstitions and Carp — VisitCzechia / CzechTourism
- Czech Christmas — VisitCzechia / CzechTourism
- New Year's celebrations in Prague — City of Prague